19/10/08

e digo nuvens




estão as nuvens onde o céu as pôs. ao acaso que é a orientação de todas as nuvens e onde estão infindáveis, repetindo-se umas às outras. dentro e fora do tempo são as nuvens as latitudes baralhadas e o céu impossível para elas. temos o rosto devorado de olhar as nuvens. não nos olham nunca as nuvens porque se dissolveriam vertiginosamente e então o mundo acabaria. somos nós que as olhamos porque imponderados não lhes respeitamos o lugar. o lugar admirável que é delas e que toda a vida cobiçamos.

3 comentários:

António Jorge Teixeira Serafim disse...

como um poema
descias leve a calçada da Rua Meiga
que ficava logo ali ao virar da palavra
perto muito perto das bonitas coisas por dizer
passo a passo
apanhavas a primeira à direita
depois a segunda à esquerda e
paredes-meias com um gesto
o teu corpo
era o largo
que me indicava a morada do sol

jorge serafim

Biscoito disse...

que bonito de se ler.
Voce escreveu?

manuel a. domingos disse...

caro biscoito:

como está indicado na coluna ao lado os textos são se sandra g.d. e as fotos de manuel a. domingos.

obrigado pela visita